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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

. . . a força jovem

--- Parece que os estudantes revoltados com a chamada reestruturação do ensino no Estado começa a ganhar força e o inacreditável está acontecendo. Graças às manifestações de rua dos jovens estudantes, inclusive ocupando escolas, o MP entrou com ação suspendendo o processo para que seja melhor estudada sua implantação. Parabéns aos estudantes e seus pais, inclusive de Serra Negra. Quem está saindo muito queimado com isso tudo é o Governador Alckmin. Azar dele!

7 comentários:

Anônimo disse...

Nos protestos desta quinta, quatro manifestantes foram detidos, sendo três maiores de idade e um menor. Entre eles está uma estudante de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero chamada Isabela. Tem 21 anos e é funcionária da Prefeitura de São Paulo.

Anônimo disse...

Só imbecil acredita que isso tudo é organizado por alunos da educação básica pública. Como professora da educação básica vejo a experiência do militante na organização dos atos. Outra coisa: não é unanimidade entre os professores a aceitação desse vandalismo. Há muitos professores sérios que compreendem o jogo político por trás dessa palhaçada toda. Cada suposto aluno que invadiu as escolas devem ser identificados e responsabilizados pela depredação ao patrimônio público e quando menores de idades os responsáveis legais devem ser chamados a responder!

Anônimo disse...

Caro, esperto, a imprensa já teria dado nome e sobrenome dos movimentos se houvesse algum significativo por trás dos estudantes. O Alckmin desprezou a capacidade de mobilização dos estudantes. Apostou na truculência e na intransigência. Dançou. Mais recentemente é que os movimentos assim como a sociedade de forma geral, incluindo o Laurinho aqui, passaram a apoiar os estudantes. A rejeição ao governador explodiu. E olha que ele tenta manter a blindagem da imprensa. Esta semana esteve nas redações da Folha e do Estadão para "orientar" a direção dos jornais sobre como conduzir as reportagens. Aliás, depois desta visita os jornais pararam de trocaram reorganização por reforma nos ciclos, ou coisa assim. Depois da visita, a Folha tirou do site uma ótima reportagem em vídeo sobre a situação precária da educação em São Paulo. Sabe aquela velha história de que é possível enganar todo mundo ao mesmo tempo, mas não todo mundo por muito tempo. Pois é...a máscara de Alckmin caiu. A ficha da população paulista também parece que está caindo. PSDB é autoritário, truculento e não gosta de democracia. Assim fica mais fácil governar para as elites em especial para o mercado financeiro.

Lauro disse...

--- Realmente acreditava que manifestações isoladas não teriam força pra mudar qualquer coisa que viesse de cima e nada seria mudado. Acontece que o movimento estudantis deixou de ser isolado e adquiriu força e repercussão.

Lauro disse...

movimento estudantil

Anônimo disse...

O secretário não conseguiu provar que o movimento dos estudantes era político.
Depois da suspensão do projeto de reorganização da rede estadual de São Paulo, anunciado nesta sexta-feira, 4, o secretário de Educação, Herman Voorwald, deve ser substituído do cargo. A reportagem apurou que ainda há discussões internas no Palácio dos Bandeirantes para definir o nome do substituto.

O secretário já teria apresentado seu pedido de demissão, que será avaliado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). A possível saída decorre da avaliação de que ele não soube conduzir a discussão em torno do projeto, que acabou se transformando no maior desgate político do governador em 2015. A reportagem tentou falar com o secretário, mas não obteve resposta.

O secretário não teria conseguido emplacar a tese de que o movimento era político e partidário. Ele teria, ainda, apresentado ao Palácio dos Bandeirantes avaliações imprecisas sobre o cenário e demonstrado dificuldades de estabelecer pontes de diálogo com os líderes do movimento para desmobilizar as ocupações.

A avaliação entre os tucanos paulistas é que a resistência ao processo de reorganização e as ocupações vinham causando um desgate a Alckmin maior até que a crise hídrica. Segundo a pesquisa Datafolha divulga nesta sexta-feira, 4, seis em cada dez paulistas são contra a reorganização e 55% dos entrevistados apoiam as ocupações. O levantamento também revelou que Alckmin nunca enfrentou uma rejeição tão alta: 40% dos entrevistados classificam a gestão como regular, 30% como ruim e péssima e apenas 20% como ótima e boa.

A reorganização previa o fechamento de 93 escolas e a transformação de 754 unidades em ciclos únicos. O argumento é de que o projeto provocaria melhora nos indicadores educacionais. Além da oposição de alunos e professores, instituições como a USP, Unicamp, Unesp e UFABC se posicionaram contrários ao projeto. Uma das críticas de especialistas e alunos é que o governo não havia realizado discussões sobre o projeto antes de anunciá-lo.

Espaço

A primeira sinalização de que Voorwald estava enfraquecido aconteceu quando o secretário da Casa Civil, Edson Aparecido, foi escalado para negociar com o movimento. Antes disso, causou constrangimento interno no governo a entrevista do secretário em que ele afirmou que tem "vergonha" dos resultados da educação do Estado, concedida no último dia 25 à rádio CBN.

Voorwald assumiu a secretaria em 2011, quando deixou o cargo de reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). No início do ano, sua saída já foi dada como certa, mas, naquele momento, o governo não conseguiu encontrar um substituto. Em setembro, o secretário participou de processo seletivo para a reitoria do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), tentativa posteriormente abandonada antes do resultado final.

Além de enfrentar a ocupação de escolas, o secretário conviveu no primeiro semestre neste ano com a maior greve de professores da escolas. O governo não concedeu reajuste aos professores neste ano.

Recuo

Em pronunciamento no Palácio dos Bandeirantes, Alckmin anunciou a suspensão, afirmou que os alunos estudarão em 2016 em suas escolas e que será aberto diálogo com cada uma das unidades. "Recebi e respeito a mensagem dos estudantes e dos familiares, com suas dúvidas e preocupações. Nossa decisão é de adiar a reorganização", afirmou Alckmin, que, no pronunciamento, citou o papa Francisco, que afirma preferir o diálogo à violência.

ESTRATEGISTA disse...

A palavra recuo presume ...retirada ...fracasso..... o que se vê é que o governo entendeu o recado e vai reformular sim o ensino ....mas não na marra ....no papo ...comendo o PT que organizou tudo isso pelas beiradas........ mas o objetivo será alcançado ...mais a frente ...mas alcançado....